Juca PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Júlio Cernadas Pereira, conhecido no mundo do deporto por Juca, nasceu em Moçambique a 13 de Janeiro de 1929. Juca iniciou a sua carreira futebolística no Sporting de Lourenço Marques. Começou a actuar como guarda-redes, porém certo dia faltaram alguns membros da sua equipa, tendo sido Juca escolhido para actuar no meio campo do Sporting de Lourenço Marques. Esta experiência estendeu-se aos jogos seguintes, nos quais, a antiga glória do nosso Sporting, se destacou pela sua elegância em campo, boa visão de jogo, enorme capacidade técnica, e também por um grande poderio no jogo aéreo, o que o viria a apelidar de “ cabecinha de ouro”.

Juca

Chegou a Portugal, e ao nosso clube, no dia 10 de setembro de 1949, acompanhado pelo seu compatriota Mário Wilson, o qual vinha referenciado como um possível substituto de Peyroteo. Quem acabou por se destacar foi Juca, ganhando desde logo um lugar na equipa titular dos leões, actuando como quarto-defesa, uma espécie de trinco ou médio-defensivo, o que na altura era uma novidade.

No Sporting fez parte de uma grande equipa orientada por Randolph Galloway. Venceu o Campeonato Nacional por cinco vezes e ganhou também uma Taça de Portugal. Participou em 179 jogos oficiais, conseguindo 3 golos.

Ficou também na história do Sporting e do antigo Estádio José Alvalade, no dia 10 de Junho de 1956, dia da inauguração deste recinto. O Sporting convidou a equipa brasileira do Vasco da Gama para este jogo, sendo a vitória dos forasteiros por 3-2. Juca marcou na própria baliza, ficando com a (in)glória de ser o primeiro a fazer balançar as redes do mítico Estádio de Alvalade.

Terminou a sua carreira em 1958, com apenas 29 anos, devido a uma grave lesão num dos joelhos. Devido ao seu carisma e brio profissional, foi convidado imediatamente para orientar a equipa de juniores do Sporting, onde esteve dois anos. Saiu dos juniores para substituir na equipa profissional Otto Glória, quando o campeonato estava ainda na sua etapa inicial. Juca levou o nosso Sporting a Campeão Nacional, tornando se assim, aos 33 anos de idade, o treinador mais jovem de sempre a conquistar o título, recorde esse que ainda ninguém conseguiu bater.

Em 1962/63 venceu a Taça de Portugal, o que permitiu ao Sporting participar na edição da Taça das Taças da época seguinte, a qual seria uma das maiores glórias desportivas do Sporting Clube de Portugal ao longo da sua história. Juca foi no entanto substituído no comando técnico dos leões por Gentil Cardoso. Voltou para a equipa júnior do clube, conquistando o titulo de 1964/65, a frente de uma equipa que ficou conhecida como “os bebés de Juca”, na qual figurava Victor Damas, Cale, Barnabé, Carlos Barão, Leitão, entre outros.

No ano de 1965, Juca foi distinguido com o prémio Stromp, na categoria de técnico profissional.

Na temporada de 1965/66 voltou a ser treinador da equipa principal do Sporting, acompanhado pouco tempo depois por Otto Glória, conseguindo esta dupla técnica levar de novo o SCP a campeão português. No ano seguinte a direcção do clube optou pelo espanhol Fernando Argila, prosseguindo Juca a carreira de treinador em clubes como o Vitória de Guimarães, Académica e Barreirense. Em 1974 volta a Alvalade para trabalhar sobre a liderança de Fernando Riera. Regressou a Coimbra, acumulando as funções de também Seleccionador Nacional, as quais desempenhou de 1976 a 1978, e também entre os anos de 1980 e 1982, desta ultima vez a tempo inteiro. Regressa á Selecção em 1986, passando no ano seguinte, novamente, a técnico principal da equipa das quinas, até 1989.

Sousa Cintra no inicio dos anos 90 convida o para ser director técnico do Sporting, passando a coordenar toda a formação juvenil do clube até ao ano de 2004. Juca faleceu com 78 anos, no dia 11 de outubro de 2007.

 

Júlio Rendeiro

A história do SCP foi edificada com o contributo de inúmeros atletas que desde 1906 concretizaram um sonho que estará sempre por cumprir.

Nos primeiros tempos tratavam-se de atletas que simultaneamente eram dirigentes, seccionistas, roupeiros numa comovente demonstração de amor à camisola.

Neste espaço pretendemos evocar os homens e mulheres que engrandeceram o ideal de Francisco Stromp. Queremos valorizar aqueles que, nas mais diversas modalidades, transformaram o SCP na maior potência desportiva nacional, num dos maiores da Europa em títulos conquistados e no topo do mundo com mais de uma centena de atletas olímpicos.

Assumimos o legado deixado pelas várias gerações de atletas e por ele lutamos convictamente.

 

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