Vítor Damas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Vítor Damas nasceu no ano de 1948. Damas foi um dos melhores Guarda-Redes portugueses de sempre, e é sem duvida um grande símbolo do nosso clube, e que deixou uma enorme saudade para todos aqueles que tiveram o prazer de o ver jogar. Damas tornou-se um mito do Sporting Clube de Portugal, sendo o guarda-redes que mais vezes envergou a camisola dos leões, com 444 jogos oficiais, tendo ao longo da sua longa e brilhante carreira disputado 743 jogos.

Vítor Damas

Chegou ao Sporting com 14 anos de idade, estreando-se logo num derby de principiantes contra o nosso rival Benfica. A sua estreia não correu assim tão bem, fomos derrotados e Damas saiu do campo lavado em lágrimas. Mas Damas não desistiu, e apenas um ano depois, com 15 anos, estava já na equipa de Juniores do Clube, sagrando-se Campeão Nacional, numa altura em que já representava também a equipa nacional da categoria.

Com 19 anos chegou á equipa principal do Sporting. A sua estreia foi no Estádio José de Alvalade a 12 de Fevereiro de 1967, numa partida contra o FC Porto, alcançando a equipa leonina um empate a 2-2. Apesar disto, só duas épocas depois é que Victor Damas conseguiu o estatuto de titular indiscutível, destronando Carvalho. Em 1969 foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria de Atleta Profissional.

Durante oito temporadas foi titular indiscutível da nossa baliza, chegando a Capitão de equipa. Neste período foi duas vezes Campeão Nacional, conquistou três Taças de Portugal e foi semifinalista da Taça das Taças.

Após do 25 de Abril de 1974 com o fim da Lei de Opção, O Fc Porto de José Maria Pedroto atacou o Sporting, levando Alhinho e Dinis, e já corriam vários rumores de que o próximo e grande alvo dos azuis do norte seria o capitão do Sporting, Victor Damas. Para evitar que tal se sucedesse, e não tendo na altura o clube condições financeiras para manter Damas, João Rocha chegou a acordo com o clube espanhol do Racing Santander, evitando assim a perda deste símbolo do clube para um dos rivais.

Em Espanha Damas foi cobiçado por vários clubes, sendo um deles o Atl. Madrid. Porém, o Santander nunca o quis vender, tendo no término do seu contrato, o jogador voltado para Portugal, para jogar pelo Vitória de Guimarães, onde ai sim trabalhou com Pedroto. Dois anos depois foi para o Algarve, mais propriamente para o Portimonense, trabalhando com Manuel José que o trouxe de volta ao nosso Sporting.

Durante mais cinco brilhantes temporadas foi o titular da baliza, concluindo a sua carreira no dia 27 de Novembro de 1988 com 41 anos, numa última partida contra o Académico de Viseu, jogo em que a Torcida Verde marcou grande presença.

Em Fevereiro de 1989 foi promovido a treinador principal e orientou a equipa do Sporting em três partidas, fazendo assim a transição entre Pedro Rocha e Manuel José, do qual passou a ser adjunto. Substituiria Manuel José novamente até a chegada de Raul Águas, acontecendo o mesmo quando da chegada de Marinho Peres a treinador.

Após um breve afastamento do mundo do futebol, regressou ao Sporting para ser treinador de Guarda-Redes durante três temporadas, até a chegada do técnico italiano Giuseppe Materazzi, altura em que Damas passou então para a equipa B.

No dia 6 de Abril de 2003, Victor Damas teve uma homenagem no Estádio José de Alvalade, num jogo do campeonato no qual o Sporting defrontou o Vitória, equipa que Damas também, como já dissemos, também representou.

Infelizmente poucos meses depois, a 13 de Setembro de 2003, Damas viria a falecer com apenas 55 anos. Conseguiu ainda assistir a inauguração de mais um estádio do clube, o novo Alvalade XXI. Damas chegou a dizer poucos dias antes da inauguração o seguinte: “Quero estar na inauguração do novo Estádio e, se isso acontecer, posso morrer feliz".

No dia 27 de Julho de 2009, o Sporting Clube de Portugal imortalizou este ícone do futebol e do desporto em geral, atribuindo à baliza do Estádio José Alvalade XXI o nome do atleta que mais vezes representou o Clube.

 

Júlio Rendeiro

A história do SCP foi edificada com o contributo de inúmeros atletas que desde 1906 concretizaram um sonho que estará sempre por cumprir.

Nos primeiros tempos tratavam-se de atletas que simultaneamente eram dirigentes, seccionistas, roupeiros numa comovente demonstração de amor à camisola.

Neste espaço pretendemos evocar os homens e mulheres que engrandeceram o ideal de Francisco Stromp. Queremos valorizar aqueles que, nas mais diversas modalidades, transformaram o SCP na maior potência desportiva nacional, num dos maiores da Europa em títulos conquistados e no topo do mundo com mais de uma centena de atletas olímpicos.

Assumimos o legado deixado pelas várias gerações de atletas e por ele lutamos convictamente.

 

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