deslocação à Luz


Total desprezo pelos ADEPTOS

Futebol Negócio em todo o seu esplendor!

Terça, 11 Fevereiro 2014

A deslocação à Luz colocou em evidência uma realidade que, na Torcida Verde, vimos constatando em anos e anos de militância. Uma realidade que afirma friamente o quão insignificantes são os adeptos para o autoproclamado futebol negócio.

Nem se discute a questão a suspensão do jogo, uma vez que foi considerado não existirem condições de segurança para a sua realização.

Impossível de aceitar foi a comunicação do speaker de serviço no estádio aos adeptos presentes naquele recinto, apenas ter ocorrido quarenta e tal minutos após a hora prevista para o início do jogo. Quando o presidente da LPFP afirma que volvidos os 15 minutos regulamentares de espera, os responsáveis da proteção civil afirmaram não existirem condições de segurança e que o recinto deveria ser evacuado de imediato, pode concluir-se que a comunicação pelo suprarreferido speaker aconteceu cerca de meia hora após terem decidido adiar o jogo. Foram quarenta e tal minutos de um silêncio ensurdecedor. Um silêncio que reduz o adepto à condição de consumidor sem quaisquer direitos.

Depois de uma longa espera nas bancadas ainda no interior destas, tomámos conhecimento que de imediato a LPFP apressou-se a marcar nova data para as próximas 48 horas. Mais tarde vieram os "detalhes". As "garantias" seriam dadas pelo clube organizador de jogo e por uma empresa privada com o beneplácito da LPFP. INQUALIFICÁVEL!

Volvidas mais de 24 horas sobre o sucedido constatamos o estridente silêncio cúmplice dos órgãos de soberania e suas instituições perante um caso de segurança pública que claramente ultrapassa os órgãos futeboleiros. Impera o corporativismo e o caciquismo.

O que os adeptos esperavam, independentemente das suas cores, seria a atuação das instituições da República. Trata-se da credibilidade das próprias instituições que parecem deixar a segurança de seus cidadãos nas mãos de interesses corporativistas. Em que país europeu sucederia tal situação?

Em todos estes acontecimentos os adeptos foram praticamente ignorados e, como consumidores, desrespeitados. Que dizer de todos os que vieram dos quatro cantos de Portugal, enfrentando um dia de temporal e pagando bilhetes a preços exorbitantes!? Uma vez mais a tomada de decisão final desprezou a importância dos adeptos. Enfim é o "futebol negócio " em todo o seu esplendor!

 

 

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