Vitória no Estoril com censura nas bancadas
Domingo, 26 Fevereiro 2017

 

13 Anos depois... o nosso Pavilhão!

Lápis Azul

Durante o dia de ontem a Torcida Verde protagonizou nova jornada de apoio às cores verde e brancas. A tarde teve início com a presença na vitória da recente equipa de futebol feminino do SCP sobre a sua congénere bracarense por 1-0 nos instantes finais da partida, colocando-nos na liderança da competição.

No final do dia seguimos para a Amoreira para um embate com o Estoril Praia. Um presença que seria, uma vez mais, marcada por nova intervenção da Torcida Verde na denúncia do putrefacto mundo do caduco futebol negócio e de seus acólitos.

Ainda antes do início da 2ª parte, a "perigosa" célebre frase do mítico W. Shakespeare "o poder é a escola do crime" seria a pedra de toque para um tifo de denúncia transversal do futebol moderno.

A ironia e o sarcasmo ficaram bem patentes na conjunto das frases apresentadas "O poder NÃO é a escola do crime" "VIVA a FPF e a Liga" "VIVA a UEFA e a FIFA" "VIVA o futebol negócio" após passagem pelo lápis azul da censura, evocando os tempos idos em que a liberdade de expressão era uma impossibilidade.

A apresentação das faixas seria a pedra de toque para a intervenção das forças de segurança que sem quaisquer explicações confiscaram as frases, limitando-se a afirmar que cumpriam ordens superiores, expondo um espalhafatoso e musculado incómodo perante o alcance de tais frases.

A intervenção musculada inviabilizou a apresentação de outra faixa que iria completar a iniciativa "Censura? pior é a autocensura!" na qual estava retratada a imagem de um "adepto" do futebol moderno com a cabeça enfiada na areia: o adepto avestruz, a espécie dominante entre os adeptos do futebol moderno. Os que assistem passivamente, limitando-se a consumir o futebol como se tratasse de um produto comercial.

Para o "sistema" usar da censura é porque se sente incomodado por aqueles que, inconformados, não capitulam. Os que se limitam a "assistir" jamais serão alvo da censura. Fazem parte do sistema... São meros consumidores, acéfalos como números.

Uma jornada para não esquecer... na qual ficou bem patente o pânico infligido nos fantasmagóricos donos da bola que têm como princípios de atuação, os métodos de censura que de forma tão sarcástica ironizámos com a apresentação deste tifo.

Quando uma frase de W. Shakespeare provoca a ira descontrolada e a censura dos poderes do futebol negócio, não vem mais que confirmar que em Portugal este "futebol" continua a ser um estado dentro do estado, com seus ancestrais caciques dos tempos que muitos pensavam pertencer a um passado enterrado. Ao contrário são tempos bem presentes, como a jornada do Estoril bem demonstrou, ou não fosse "O poder a escola do crime!"

Felizmente a vitória do grande Sporting por 2-0 foi um prémio para mais uma batalha protagonizada pela militância verde e branca!

 

 

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