Agentes jogadores, fundos de investimento... Zero Ídolos! PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

No longínquo ano de 2003 a Torcida Verde ousou intervir na denúncia dos afamados "agentes dos jogadores", então tidos como parceiros da industria do futebol.

A memória não esquece o impacto mediático dado à cotação na bolsa de Paris do agente José Veiga com honras de presença de um secretário de estado da altura na pessoa de Herminio Loureiro. Alguns meses depois a empresa de José Veiga abriria falência tendo honras de uma microscópica notícia de rodapé, num diário desportivo.

Zero Ídolos

Volvidos alguns anos um outro conhecido diário "desportivo" elegia um outro agente, Jorge Mendes como figura do ano... desportivo! Neste contexto os gastos milionários que alguns clubes têm protagonizado são amplamente elogiados pelos meios de comunicação, emergindo a figura dos "fundos de investimento" como uma parceria de grande credibilidade.

O escandaloso endividamento dos principais emblemas tem sido desta forma branqueado, prevalecendo o conceito deste ser um caminho inevitável, o único capaz de conferir "competitividade" aos clubes nacionais.

Os sucessivos casos que envolvem futebolistas ávidos por mudar de camisola sem qualquer pudor têm sido agravados com a chegada dos "fundos de investimento" que transforma os clubes em "barrigas de aluguer" tantas vezes com uma pequena percentagem dos passes desses futebolistas. Os mesmos clubes que acabam por suportar os vencimentos mensais e demais encargos. O objectivo dessa "parceria" está desde logo definido: vender o futebolista pela melhor oferta, pelo que estará no clube sempre de "passagem"... O esquema conta com a intoxicação de muitos adeptos que nada se importam com esta estranha condição de "barriga de aluguer" desde que a bola entre e surjam as "vitórias".

Em 1998 inovámos com uma coreografia de tributo aos 5 violinos com a frase "Amor à camisola que saudades!" a que se seguiriam muitas outras. Em 2004 apresentámos pela primeira vez o estandarte "Zero Ídolos". Desde 2013 uma faixa com a mesma mensagem tem-nos acompanhado de forma incessante, sinal dos tempos que vivemos mas com os quais não nos conformamos.

SCP1906

Sem se pretender pessoalizar esta temática com base nos lamentáveis casos que envolvem Rojo e Slimani, será mais importante que os adeptos se consciencializem dos bastidores do putrefacto mundo do futebol negócio e que a única luta que vale é pela camisola. Pela camisola verde e branca.

Reiteramos um apelo para que seja o Sporting a tomar a iniciativa de denunciar junto dos órgãos de soberania, o quão nefasto é a existência dos "fundos de investimento" no futebol, para que estes sejam impedidos de actuar. Tanto mais que tantas vezes estão sediados em paraísos fiscais e quase sempre se desconhecem os seus titulares.

Que seja o Sporting a não permitir que voltem a "entrar" no futebol leonino. Que não se adquiram quaisquer jogadores em "parceria" com qualquer "fundo".

Em Portugal dá-se um colossal impacto ao futebol inglês, esquecendo de divulgar que na Inglaterra os clubes têm de deter os futebolistas na sua totalidade. Os fundos de investimento são totalmente proibidos na liga mais mediática de todo o planeta futebol. Este é apenas o exemplo mais eloquoente, entre outros.

Nós como adeptos afirmamos hoje e sempre… "PELA CAMISOLA NÃO POR QUEM A USA"

 

Setúbal 2 - SCP 0

Na Torcida Verde de há muito decidimos assumir posições em relação a temas considerados como verdadeiros "tabús" no mundo das "claques" (designação com a qual jamais nos identificámos).

Tratam-se de assuntos complicados, sobre os quais seria muito mais cómodo abdicar de tomar posição, escondendo-nos no "nim", algo tão usual numa sociedade onde a hipocrisia, o cinismo e a incoerência dominam impunemente.

Ter a coragem de tomar posição em relação a temas como a "violência organizada", "o enquadramento legal", "a política na curva", "o futebol moderno", "o ecletismo" entre outros, é uma demonstração inequívoca de coragem e maturidade.

 

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