Sporting com “claque” única! PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Episódio 51

No final da época 1996 / 97 fomos "convocados" para uma reunião no SCP. Sem conhecer o motivo, comparecemos, sem fazer a menor ideia de que estávamos prestes a viver um episódio inesquecível.

Foi-nos comunicado que o presidente de então pretendia uma única claque, uma vez que " é tudo a mesma coisa, são todos iguais e não se justifica existir mais que uma".

Episódio 51

Os argumentos não "batiam certo" e perante as nossas óbvias questões, o passo seguinte seria exercer uma inqualificável pressão sobre a Torcida Verde.

Foi-nos então dito "O Dr. Simões de Almeida (então vice-presidente) quer resolver isto depressa e amanhã pretende convocar uma conferência de imprensa para tornar publica esta decisão", a qual na prática não seria mais que uma incorporação noutro grupo.

Teríamos pois algumas horas para anuir a esta douta decisão!

Obviamente não cedemos a esta forma de pressão, a qual, em boa verdade, já se arrastava desde o início da época 1995/96, com a total inacessibilidade a apoios e até contactos formais com dirigentes do Clube.

Esta decisão tinha a originalidade de se tratar de uma incorporação de uma associação, constituída desde Março de 1994, num grupo informal, algo por certo muito inovador...

A pressão acentuou-se mas a na Torcida Verde não cedemos. No primeiro jogo da época 97/98, na "apresentação" perante os adeptos com o PSG, demos uma "resposta" na forma de um "tifo" composto por enormes faixas da Torcida Verde ao longo do nosso Sector.

Uma reafirmação da Torcida Verde, resistindo a uma decisão claramente "cozinhada" nos bastidores. Aqueles "bastidores" a que na Torcida Verde nunca tivemos acesso, nem quaisquer relações "especiais".

Seria o início de nova travessia do deserto para a Torcida Verde, que se prolongaria praticamente até ao ano 2004. Conhecendo ponto crítico no período 1996 a 1999, durante o qual nem existia comunicação com dirigentes; esta fase na História da Torcida Verde foi uma experiência muito intensa e exigente.

Tivemos que descobrir novos caminhos, abrir portas. Sempre fieis a nossos princípios e com uma acção o mais coerente possível.

Neste difícil caminho, encontrámos a solidariedade de grandes Sportinguistas que foram importantes. O presidente da assembleia Geral Dr. Miguel Galvão Teles terá sido a primeira personalidade do Clube com quem conseguimos dialogar. Algo que terá sido de crucial importância. Ainda que sem quaisquer apoios ou contactos foi-nos permitido "sobreviver" . Resistimos a esta tentativa e "esvaziamento" da nossa acção com "mais acção" e especialmente com muito espírito de sacrifício!

Reconquistar novas posições no "novo Clube", cada vez mais "empresarial" e dessa forma distante dos adeptos foi tarefa inenarrável. Foi começar praticamente do Zero!

Ironicamente, o "autor desta brilhante ideia", o Presidente de então, quando se afastou da presidência do Clube em Junho de 1999, manifestou-nos através de um seu assessor o seu "reconhecimento pela Torcida Verde". No seu entendimento " a Torcida Verde é diferente", terá dito. Quanta ironia, se pensarmos em determinados episódios vividos por este antigo presidente do Clube. É a tal história do criador e da criatura...

 

SCP 0 - Basileia 0

Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores.

Desde 1984, o ano da sua fundação, a Torcida Verde tem vivido inúmeros episódios que forjaram o seu carácter e determinaram em grande parte a sua acção.

Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores.

São momentos diversos, com personagens tão diferentes como dirigentes desportivos ou institucionais até aos adeptos e cidadãos mais anónimos.

Neste espaço esses pedaços de história da Torcida Verde são evocados com humor, ironia, determinação e muita convicção. Uma abordagem que se pretende tão original como interventiva, bem evidente nos inúmeros episódios em que se denúncia a hipocrisia, o cinismo, a falta de coragem, o preconceito, a imbecilidade, a mesquinhez, a reverência ou a subserviência.

Simultaneamente muitíssimos outros momentos evocam grandes batalhas assumidas pela Torcida Verde em nome das nossas convicções e ideal clubista.

Estes textos ilustram o percurso da Torcida Verde, tantas vezes rumando num mar turbulento repleto de contradições que emergem, invariavelmente de factores exógenos e externos à natureza associativa do mundo dos clubes e dos adeptos.

 

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