Campeões de Hóquei na Luz em 87/88 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Episódio 18

Na época 87/88 o SCP viveu (mais) uma época muito turbulenta, com o futebol em maré baixa, uma grave crise directiva atinge o Clube.

Na Torcida Verde, o apelo das modalidades é uma vez mais um factor de fidelização e mobilização!

Hóquei 87/88

No Hóquei em Patins, emerge uma equipa oriunda da formação: Paulo Alves, Paulo Almeida, Vítor Fortunato e Pedro Alves eram juniores titularíssimos de um cinco treinado por António Livramento que empolgava os adeptos verde e brancos e competiam de igual para igual com os rivais milionários.

Ao longo dessa época a Torcida Verde participou nas deslocações a Ferpinta e a Oliveira de Azeméis, com a Oliveirense, para além da presença regular na mítica "Nave" de Alvalade.

Na última jornada uma deslocação à Luz significou a conquista do título máximo.

O Clube vivia uma acesa campanha eleitoral e na Torcida Verde a mobilização para a deslocação à Luz foi facilitada pela presença regular no apoio ao Hóquei. Esta foi a primeira grande deslocação da Torcida Verde, com cerca de 200 presenças.

Apesar do empate ser suficiente para a conquista do título máximo, uma retumbante vitória por 5-3 deixou em êxtase os milhares de sportinguistas que lotaram o pavilhão da Luz.

Hóquei 87/88

Na euforia dos festejos, a vedação do recinto cedeu, provocando a interrupção do jogo por diversas ocasiões, o que levou a que os técnicos e atletas do SCP nos pedissem para segurar a vedação (cerca de 30ms) sob pena do árbitro decretar o fim do jogo com a derrota “dos nossos”.

Com a eminência de uma derrota a pairar, foi ver diversos elementos a "segurar" a vedação nos segundos finais, garantindo desta forma mais um título nacional para a modalidade.

No final do jogo, a tradicional invasão de campo, provocou a intervenção policial, prejudicada pelas dezenas de potes de fumos, originando cenas hilariantes.

Enfim, tratou-se de uma jornada histórica memorável para todos os que a viveram!

 

SCP 0 - Basileia 0

Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores.

Desde 1984, o ano da sua fundação, a Torcida Verde tem vivido inúmeros episódios que forjaram o seu carácter e determinaram em grande parte a sua acção.

Tratam-se de situações marcantes para os militantes da Torcida Verde que viveram essas jornadas ao vivo e a cores.

São momentos diversos, com personagens tão diferentes como dirigentes desportivos ou institucionais até aos adeptos e cidadãos mais anónimos.

Neste espaço esses pedaços de história da Torcida Verde são evocados com humor, ironia, determinação e muita convicção. Uma abordagem que se pretende tão original como interventiva, bem evidente nos inúmeros episódios em que se denúncia a hipocrisia, o cinismo, a falta de coragem, o preconceito, a imbecilidade, a mesquinhez, a reverência ou a subserviência.

Simultaneamente muitíssimos outros momentos evocam grandes batalhas assumidas pela Torcida Verde em nome das nossas convicções e ideal clubista.

Estes textos ilustram o percurso da Torcida Verde, tantas vezes rumando num mar turbulento repleto de contradições que emergem, invariavelmente de factores exógenos e externos à natureza associativa do mundo dos clubes e dos adeptos.

 

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