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Fortes de língua… e de bola? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

No início da época 2008/09 a comunicação social dava grande relevo a entrevistas de futebolistas profissionais do SCP, obcecados pelo salto para outro clube, promovendo disputas com técnicos e dirigentes, para gáudio dos detractores do nosso Clube, mas também dos agentes dos futebolistas e dos comissionistas.

SCP - Basileia

O conformismo da grande nação verde e branca não seria a resposta adequada perante o evidente atropelo dos mais elementares princípios da dignidade do SCP. Os adeptos não aceitam ser números e meros consumidores do futebol negócio que tem nos futebolistas “activos” a quem pelos vistos tudo é permitido em nome do valor do seu passe, na miragem de uma futura “venda”.

A nossa indignação ganhou voz com a produção de um mega estandarte esclarecedor (no jogo da "champions" com o Basileia) com a frase interrogativa: “Fortes de língua… e de bola?”.

Uma vez mais a intervenção da Torcida Verde foi uma realidade na defesa dos valores do grande SCP.

 

A História nos Julgará

As coreografias na Torcida Verde assumem um carácter de grande identidade, como forma de expressão privilegiada. São tantas vezes a "nossa voz" para intervir em temas pertinentes, ainda que possam ser considerados inconvenientes.

Nos primeiros anos do Grupo, as coreografias assumiam um carácter estritamente estético, exclusivamente virado para a animação das bancadas no apoio ao Clube. Invariavelmente eram compostas por bandeiras e fumos.

Com a descoberta do movimento ultra, oriundo de Itália, nascia um novo mundo de cor, animação, dinâmica, criatividade e intervenção. As primeiras coreografias massivas abrangiam milhares de adeptos, num conceito que pretendia integrar a maior massa humana possível. Surge a era da "plastificação das curvas" com o uso massivo desse material.

Actualmente as coreografias assumem para o Grupo, uma ambivalência entre o carácter estritamente estético e a vertente interventiva.

Na Torcida a construção de coreografias é também um factor de aculturação dos aderentes à nossa luta. Aculturação pela participação no trabalho.

Temos presente o exemplo do que acontecia com o mítico Grupo Ultra da Fossa dei Leoni do AC Milan em que a participação na construção das coreografias era um privilégio, um prazer. De tal forma que os ultras da FDL inscreviam-se na esperança de poderem participar na edificação de coreografias que se tornaram em referências para o mundo dos adeptos.

Conhecemos como ninguém a importância e o valor do trabalho que torna possível a realização de "tifos". Com espírito de sacrifício, determinação e convicção, temos reescrito um novo conceito para o termo "impossível". Esta é uma das conquistas insubstituíveis das míticas coreografias realizadas desde 1984.

 

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