Festival de megabandeiras PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Coreografias com História

Na época da conquista do título 2002, na recepção aos lampiões decidimos implementar uma coreografia arrojada.

Tratou-se de apresentar em simultâneo 12 megabandeiras que cobriam não só o sector da Torcida Verde na Curva Sul mas também grande parte da Bancada Nova.

Foi uma iniciativa que exigiu para além de grande esforço físico, uma considerável coordenação. Desta forma foi possível apresentar uma iniciativa à altura do acontecimento. Inesquecível!

 

A História nos Julgará

As coreografias na Torcida Verde assumem um carácter de grande identidade, como forma de expressão privilegiada. São tantas vezes a "nossa voz" para intervir em temas pertinentes, ainda que possam ser considerados inconvenientes.

Nos primeiros anos do Grupo, as coreografias assumiam um carácter estritamente estético, exclusivamente virado para a animação das bancadas no apoio ao Clube. Invariavelmente eram compostas por bandeiras e fumos.

Com a descoberta do movimento ultra, oriundo de Itália, nascia um novo mundo de cor, animação, dinâmica, criatividade e intervenção. As primeiras coreografias massivas abrangiam milhares de adeptos, num conceito que pretendia integrar a maior massa humana possível. Surge a era da "plastificação das curvas" com o uso massivo desse material.

Actualmente as coreografias assumem para o Grupo, uma ambivalência entre o carácter estritamente estético e a vertente interventiva.

Na Torcida a construção de coreografias é também um factor de aculturação dos aderentes à nossa luta. Aculturação pela participação no trabalho.

Temos presente o exemplo do que acontecia com o mítico Grupo Ultra da Fossa dei Leoni do AC Milan em que a participação na construção das coreografias era um privilégio, um prazer. De tal forma que os ultras da FDL inscreviam-se na esperança de poderem participar na edificação de coreografias que se tornaram em referências para o mundo dos adeptos.

Conhecemos como ninguém a importância e o valor do trabalho que torna possível a realização de "tifos". Com espírito de sacrifício, determinação e convicção, temos reescrito um novo conceito para o termo "impossível". Esta é uma das conquistas insubstituíveis das míticas coreografias realizadas desde 1984.

 

Facebook Twitter YouTube Google+ RSS